sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Está Claro!

Não entendo muito de futebol. Na verdade, até entendo, não domino a parte dos times, escalações, os novos ícones do futebol brasileiro, os nomes gringos. Esse pedaço é que não sei.

Não entendo muito de muita coisa. Acho que até que não entendo muito de mim – faz sentido um ser ter devaneios e correr para escrevê-los?

Não entendo muito do nós. Tenho a sensação de que cada vez mais faltam nós ao nós. A dureza contemporânea ultimamente tem se mostrado mais próxima à noz.

Sem entendermos nada, buscamos criar nossas certezas, e o pior, ou melhor, ou neutro, tentar repassá-las como as verdadeiras. Até mesmo a certeza de que não se tem razão.

Que a chuva faça alguma coisa!

Vai que isso é mesmo apenas um rito de passagem... eu não aprendi a coreografia e tem sido tão divertido inventar uma nova dança a cada dia que eu temo ter que aprender essa tal de corretude, para não dizer co-retidão.

Deve ser importante investirmos em nós mesmos. Pessoalmente, sou adepto dessa linhagem. Mas outra sensação toma conta de mim, vejo bastante o autoinvestimento transformar-se em autopromoção. Por quê? Mais uma vez, não que isso esteja errado, não sei. No entanto, é isso realmente o que nos satisfaz?

Tenho buscado guiar-me pelo caminho da liberdade, não de forma hedonística, mas de autoconhecimento. Não deixar de possuir e exercer meus hábitos e gostos por conta do julgamento alheio ou de “pega mal não sei onde”. Quando censurei-me “pegou mal” não estar satisfeito comigo mesmo, a descomunhão mente-corpo, espírito, sei lá.

Vivo recentemente casos semelhantes, em que me são oferecidas alternativas: a “segura” ou a “pessoal”. Adivinhem qual eu tenho tomado!

– E daí? Ninguém me perguntou nada. (–) Está claro?
05/09/2014 

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