segunda-feira, 30 de abril de 2012

Resolvi pegar um papel e escrever nele aquilo que viesse à minha cabeça. Eis que:
























    - João Pedro M. S. (13/Abril  16:21)
Eu fitava os olhos em seu avatar.
Pensava: o que falar? devo falar? o que ela vai pensar? como abordá-la?
E mais uma vez, pensando e de novo pensando, e sobre o pensamento pensando, olhando para a foto e o status online eu nada fiz.
Até que ela saiu, e não descobri se foi uma angústia maior, de minha incapacidade, ou um alívio, simples e relaxado.

E ele, que ao mesmo tempo se aproxima, se afasta. Volta, e sempre se mantém por perto. Vai e volta, num ciclo, numa necessidade de se apresentar, estar lá, com ela, para ela, mesmo que ela não saiba, ou perceba.

Ele, que tem a necessidade de vê-la, de tê-la, mas não pode. Não se permitem. A vida já não deixa mais... mas que querem...

Ele, que apesar disso tudo, assim como ela, quer, e precisa, se manter conectado, atualizado. Gosta de saber que o "rolinho" se desenrola, que ficam nervosos... e, que ao contar levanta a cabeça, com um esboço de lágrima e uma tentativa de sorriso. Ambos param, e se olham. Ambos sabem, e se querem. Só se olham, se pensam, talvez até se amem - e o sabem.

Segue, nada fazem. "Como foi depois?" pergunta um desviando o assunto. E novamente se olham, querendo se realizar, e se impedem. E travam, e se ajudam, pois apesar do amor bloqueado querem a mútua felicidade - independente do companheiro(a).

E amigos seguem, trocando dicas, conselhos, e o mais importante: os olhares, a malícia das entrelinhas. E apenas pensam no passado, outrora juntos.


(NL)

Migração

Inauguro hoje minha oficial migração: antes Tumblr, hoje Blog.
Àqueles que me leem, tem paciência até que me acostume.