Eu estava louco para fazer uma
poesia. Não consigo. Pensar em rimas, métricas e ainda por cima contar a
história que pretendo está difícil.
Sem
grandes pretensões. Só sorrisos me valiam. Não os tive. Discurso como um
derrotado em algo que mal tentei. Este não é meu caminho, é para o sorriso que
me volto. E em teu sorriso que me perco. Falo tudo e esvazio a cabeça feliz,
sem perceber (ou me lembrar) que a mensagem também depende de quem a escuta.
A frase que mais me tem valido ultimamente é uma que minha amiga e irmã me
apresentou: “Desista. Mas desista aos poucos para dar tempo de não desistir.”,
do Eu Me Chamo Antônio”. É nisso que
tenho me apoiado. E, como um difusor do riso, me ausento – muitas vezes até de
mim mesmo.
Tive,
por esses dias, a famosa vontade de matar o mensageiro. Não é justo, sobretudo
ao pensar nisso como um gesto de cuidado. Será que o recado é de tudo ruim?
Meu
cérebro constrói o pior cenário possível. Meus sonhos, a realização bela e
perfeita. Meu polegar esquerdo apenas dá suporte para qualquer decisão tomada.
Tomei
algumas. As imediatas já executadas, outras tantas se metamorfoseiam a cada
recalcular.
Talvez
não valha a pena pensar nisso, é para o sorriso que me volto e isso tende a
trazer um semblante sério e preocupado; por horas beirando a tristeza.
E
me esvazio. E me esvazio das palavras, das fotos, dos diálogos, até mesmo dos
solitários. Mas, não desisto.
É
para o sorriso que me volto.
16/09/2014
(C.C.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário