quinta-feira, 18 de setembro de 2014

É Para O Sorriso Que Me Volto

Eu estava louco para fazer uma poesia. Não consigo. Pensar em rimas, métricas e ainda por cima contar a história que pretendo está difícil.

Sem grandes pretensões. Só sorrisos me valiam. Não os tive. Discurso como um derrotado em algo que mal tentei. Este não é meu caminho, é para o sorriso que me volto. E em teu sorriso que me perco. Falo tudo e esvazio a cabeça feliz, sem perceber (ou me lembrar) que a mensagem também depende de quem a escuta.

A frase que mais me tem valido ultimamente é uma que minha amiga e irmã me apresentou: “Desista. Mas desista aos poucos para dar tempo de não desistir.”, do Eu Me Chamo Antônio”. É nisso que tenho me apoiado. E, como um difusor do riso, me ausento – muitas vezes até de mim mesmo.

Tive, por esses dias, a famosa vontade de matar o mensageiro. Não é justo, sobretudo ao pensar nisso como um gesto de cuidado. Será que o recado é de tudo ruim?

Meu cérebro constrói o pior cenário possível. Meus sonhos, a realização bela e perfeita. Meu polegar esquerdo apenas dá suporte para qualquer decisão tomada.

Tomei algumas. As imediatas já executadas, outras tantas se metamorfoseiam a cada recalcular.

Talvez não valha a pena pensar nisso, é para o sorriso que me volto e isso tende a trazer um semblante sério e preocupado; por horas beirando a tristeza.

E me esvazio. E me esvazio das palavras, das fotos, dos diálogos, até mesmo dos solitários. Mas, não desisto.

É para o sorriso que me volto.
16/09/2014

(C.C.)

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