segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Conhecendo-nos

Olá, V.ocê, me conhece sou só um rapaz
Dessa vez se encantou demais
Por isso eu verso
Pelo meu excesso
Da crença de rir

Ouço V.ocê, muito obrigado, sou homem formado cansado de ouvir

Tive memórias
De um futuro que não vai existir
Por isso estou aqui
Pensando sem graça em que vou fazer quando não mais cair.

João Pedro M. S.
21/12/2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Graduação 2012

Esse foi um ano muito importante. Pode até não ser o ano do fim do mundo, mas é o ano do fim da escola. 

Que ideia estranha, difícil até de imaginar, sem uniforme, sem inspetor, se tudo der certo, sem mensalidade. 

Admito que não foi o ideal, mas de que posso reclamar? Capoeira, escola, só falta uma coisinha... 

Não consegui ser orador, que pena; mas... acho que valeu a pena poder ouvir aquilo que meu amigo tinha a dizer. 

Foi só um ano, mas foi um ano completo, de A a Z. Um ano que dá um salto imenso ao Futuro, à vida adulta – teoricamente –; ainda assim é bizarro: uma folha com as notas diz se os doze anos de colégio foram suficientes? 

Tivemos matemática, física, geografia, ..., ainda não tem aula de vida. Ainda bem, nada como descobrir empiricamente, nada como poder errar por desconhecer. 

Um longo ano, uma turma de umas 45 pessoas em que laços foram construídos, outros interrompidos por isso... Tomara que dos quarenta e pouco uns três eu possa levar e chamar de amigo, posso, Pedro, Luis e Thais? 

Outros laços menos óbvios... professor passando a ser chefe, será que dá certo? 

Obviamente alguns já nem se lembram mais de meu nome, porém digo com segurança: fiz amigos do outro lado da sala. Além deles – os amigo-professores, ex-professores agora – tivemos (e temos) os amigos mais próximos, tivemos aquele colega de turma que nem conversamos muito, o amigo do curso, aquele amigo de corredor que se deixar passa horas conversando com a gente e às vezes não sabemos nem o nome dele. 

Espero que eu reveja algumas pessoas desse ano, agora sem vestir uniforme. 

Consegui tornar-me orador de minha própria vida. 

João Pedro M. S. 

16/12/2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sábado de Sol



Era um lindo sábado de sol. 

Estava lindo o sol de sábado; o telefone tocou. 

Atendi. Ouvi tudo o que disseram. As ondas não quebravam mais como antes, todos em câmera lenta. Ninguém à minha volta. 

Triste(,) era o fim da chamada. 

Levantei-me. 

Sentei-me. 

Areia companheira, ela não vem mais. 

O lindo sol de sábado parou no fundo do copo luminoso do céu de sexta. 

Era só uma sexta-feira; uma como outras tantas. Ela foi, por que não iria? 

Fim de ano, terceiro ano; fim da era de vestibulanda. 

Curta foi sua comemoração. Interrompida por causa de um canudo. O carro não esperou. 

Ela não vem. 

Querida sexta-feira, era um lindo sábado de sol. 



João Pedro M. S. 

17/11/2012