terça-feira, 1 de maio de 2012

Fecho os olhos
Um mundo salpicado de entrelinhas
Que se esgueiram no vazio do
Universo da cabeça minha

Abro os olhos
Uma fala do tom de areia rasga o vão
Suave como o vento?
Não, feroz como um tufão.

Fecho os olhos
A voz cai no fundo de um pio
Fino fio dentro do grito
Grito dentro do fino fio

Abro os olhos
A voz calma me remete ao isolado
Aquela noite de universo por
Demais entusiasmado


- João Pedro M. S. (29/Abril 23:42)


Após ler "Contrários por Natureza" de Renata Boury:


domingo, 31 de outubro de 2010


Contrários por Natureza


Fecho os olhos
Um mundo salpicado de estrelinhas
Que se esgueiram nas frestas do universo das mãos minhas

Abro os olhos
Uma folha da cor da areia toca o chão
Suave como o vento
Barulhenta como o vulcão

Fecho os olhos
Uma pedra cai no fundo do rio
Frio dentro do morno
Morno dentro do frio

Abro os olhos
O deserto claro reflete perolado
Aquela noite de universo por demais estrelado

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