Logia. Usei essa
palavra outro dia. Sentia uma saudade dela como sentia de umas outras, que até
hoje não sei o nome.
Mas
a de hoje eu sei.
Saí
dos ônibus. Não totalmente, faço uma visita de vez em quando. E assim aquela
triLogia cresceu... A de hoje parou na rua me pedindo informação.
E pela
primeira vez eu soube um nome.
As outras
páginas recheadas de imaginação, e dessa vez era ela quem contava a própria
história. Não precisei inventar a pessoa do lado. Ela veio.
Vieram ela e
poucas mais − poucos também; enquanto andava na rua sozinho. Mas tratei de
estar acompanhado.
A bela-moça
perdida foi guiada. Gente boa ela.
Foi dessa vez
que eu percebi que pouco me abastecia. Pela segunda vez, na realidade. Por mais
que pequenas coisas que comovam, pela primeira, chegou a mim dessa forma
distinta. É a tal da referência nominal.
Mas há prós e
contras. Pensava há um certo tempo nas maneiras de se explicar, acabaram
fazendo isso por mim. (Benditas coincidências.). Fiz hoje parte do genuíno, por
denominação prévia. O apego me fazia criar mil e três possibilidades e suas
respectivas derivações.
E mesmo assim
eu me apegava. E me colocava no meio de situações que só existiam por meio
segundo dentro da minha cabeça, apenas. Só que sabemos todos como isso
funciona. E mesmo assim a gente mergulha. Não só por acharmos que daquela vez pode
ser diferente, mas só por sabermos que de alguma forma aquilo pode ser alguma
coisa.
A gente tem
vida de curioso.
Acontece então
que a gente anda reto, nem que seja somente o caminho de ida. Caminhei o
suficiente para guardar os fones de ouvido e olhar um pouco menos para o
trajeto. Na minha primeira parada mal observei o rumo que tinha tomado, só
cheguei ao destino um tempo mais tarde.
Só que tenho
vida de curioso, e parei para olhar o percurso dos outros.
02/02/2015
https://www.youtube.com/watch?v=gjV5zaGd0gA
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