domingo, 16 de dezembro de 2012

Graduação 2012

Esse foi um ano muito importante. Pode até não ser o ano do fim do mundo, mas é o ano do fim da escola. 

Que ideia estranha, difícil até de imaginar, sem uniforme, sem inspetor, se tudo der certo, sem mensalidade. 

Admito que não foi o ideal, mas de que posso reclamar? Capoeira, escola, só falta uma coisinha... 

Não consegui ser orador, que pena; mas... acho que valeu a pena poder ouvir aquilo que meu amigo tinha a dizer. 

Foi só um ano, mas foi um ano completo, de A a Z. Um ano que dá um salto imenso ao Futuro, à vida adulta – teoricamente –; ainda assim é bizarro: uma folha com as notas diz se os doze anos de colégio foram suficientes? 

Tivemos matemática, física, geografia, ..., ainda não tem aula de vida. Ainda bem, nada como descobrir empiricamente, nada como poder errar por desconhecer. 

Um longo ano, uma turma de umas 45 pessoas em que laços foram construídos, outros interrompidos por isso... Tomara que dos quarenta e pouco uns três eu possa levar e chamar de amigo, posso, Pedro, Luis e Thais? 

Outros laços menos óbvios... professor passando a ser chefe, será que dá certo? 

Obviamente alguns já nem se lembram mais de meu nome, porém digo com segurança: fiz amigos do outro lado da sala. Além deles – os amigo-professores, ex-professores agora – tivemos (e temos) os amigos mais próximos, tivemos aquele colega de turma que nem conversamos muito, o amigo do curso, aquele amigo de corredor que se deixar passa horas conversando com a gente e às vezes não sabemos nem o nome dele. 

Espero que eu reveja algumas pessoas desse ano, agora sem vestir uniforme. 

Consegui tornar-me orador de minha própria vida. 

João Pedro M. S. 

16/12/2012

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