E ele, que ao mesmo tempo se aproxima, se afasta. Volta, e sempre se mantém por perto. Vai e volta, num ciclo, numa necessidade de se apresentar, estar lá, com ela, para ela, mesmo que ela não saiba, ou perceba.
Ele, que tem a necessidade de vê-la, de tê-la, mas não pode. Não se permitem. A vida já não deixa mais... mas que querem...
Ele, que apesar disso tudo, assim como ela, quer, e precisa, se manter conectado, atualizado. Gosta de saber que o "rolinho" se desenrola, que ficam nervosos... e, que ao contar levanta a cabeça, com um esboço de lágrima e uma tentativa de sorriso. Ambos param, e se olham. Ambos sabem, e se querem. Só se olham, se pensam, talvez até se amem - e o sabem.
Segue, nada fazem. "Como foi depois?" pergunta um desviando o assunto. E novamente se olham, querendo se realizar, e se impedem. E travam, e se ajudam, pois apesar do amor bloqueado querem a mútua felicidade - independente do companheiro(a).
E amigos seguem, trocando dicas, conselhos, e o mais importante: os olhares, a malícia das entrelinhas. E apenas pensam no passado, outrora juntos.
(NL)
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